Resenha: Um Acordo de Cavalheiros, Lucy Vargas

04 novembro 2017


Um romance sensual e arrebatador repleto de intrigas, morte e desejo.

Tristan Thorne, o Conde de Wintry, não é um homem para brincadeiras. Com uma vida de segredos, amado e odiado na sociedade, ele não é o parceiro ideal para uma dama. Dorothy Miller não sabe o que há por trás de suas motivações, apenas que ele é bastante intenso. Os jornais dizem que ele bebe demais, joga demais e ama escandalosamente. E até mata. Como uma dama determinada a ser dona do próprio destino como Dorothy Miller acaba em um acordo com um homem como Lorde Wintry? Você teria coragem de guardar um segredo com o maior terror dos salões londrinos?

Lembre-se: Nunca faça acordos com ele, pois o conde sempre volta para cobrar.





Publicado pela Bertrand Brasil, Um Acordo de Cavalheiros foi o primeiro livro de Lucy Vargas e o primeiro romance de época nacional que li e, manos e manas, quero mais.

O livro conta a história de Tristan Thorne ou Lorde Wintry e Dorothy Miller, e traça os contornos de uma alta sociedade londrina movida a bailes e temporadas ideais para que as damas se apresentem à sociedade e encontrem seus pretendentes e futuros maridos.

A trama é iniciada em um momento tenso e confuso para Dorothy que, sem entender, acorda na cama de Wintry e só depois descobre, pela boca do próprio lorde como ela foi parar lá. Neste momento, começamos a vislumbrar os traços da fama de despudorado e devasso que o rodeia.

Dorothy e Wintry se conhecem durante um dos eventos da pré-temporada, e entre taças e mais taças de vinho acabam tendo uma noite de amantes, algo inadmissível quando há uma reputação em jogo, principalmente a de uma dama já considerada de idade avançada para arranjar casamento. Portanto, é de se esperar que Dorothy surtasse real, prometendo que isso jamais aconteceria novamente. Wintry, que ao contrário de Dot, não tem uma reputação pela qual zelar, carrega, aparentemente cheio de orgulho, a sua conhecidíssima fama de sem-vergonha, perturbador e diabólico, daqueles que saem para beber, dos que se envolvem com cortesãs e está sempre metido em situações de perigo. Mas para surpresa de Dorothy, uma noite não parece ter sido o suficiente para Lorde Wintry que, sem um pingo de recato, lhe propõe um acordo impensável, fora dos padrões para uma moça como Dot que, depois de muitas investidas, acaba caindo em suas garras.

No acordo proposto por Wintry, Dorothy e ele serão amantes até o final da temporada; se encontrarão ocasionalmente em um lugar longe de olhares curiosos e pronto, nada mais. No entanto, com o decorrer da narrativa, descobrimos que o buraco é muito mais embaixo, e que Dot não só se preocupa com a própria reputação, mas também empenha-se em manter a imagem de sua prima, Cecilia, imaculada. Especialmente em tempos de baile, quando Dorothy é encarregada de cuidar de seus interesses. Mas apesar disso, a moça não consegue parar de pensar em seus encontros com Wintry, e em como, a cada dia, eles se tornam mais importantes.

A partir de então, Vargas nos envolve em uma trama de pura paixão e fascínio, que apesar de ser ambientada no século XVIII nos apresenta personagens donos de pensamentos bem à frente do seu tempo. Mesmo com suas incertezas, Dorothy é decidida e não abre de mão de seus ideais para agradar ou cumprir regras ditadas pela sociedade da época. E Wintry... Ah, Wintry. Você é uma mistura espetacular de Christian Grey, John Thornton e todos os outros queridinhos dos romances eróticos e de época. 
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