Resenha: Mil Beijos de Garoto, Tillie Cole

15 agosto 2017

Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação. Este romance, finalista do Goodreads Choice Awards 2016, marca a estreia da adorada escritora Tillie Cole na ficção young adult. É também seu primeiro livro publicado no Brasil.




Eu vou tentar não me emocionar enquanto escrevo esta resenha, mas já sei que será completamente impossível, especialmente porque este livro nos transforma e nos molda de uma maneira linda e única. 

Mil Beijos de Garoto é um livro muito especial, tanto quanto o especial pode ser - special as special can be -  esta citação carrega um significado maravilhoso ao longo de toda narrativa, e só de pensar nela e escrever minhas impressões para você já me deixa com lágrimas nos olhos.

Terminei a leitura com o coração destroçado, e posso dizer que nunca tinha lido um livro assim. Eu chorei do início ao fim, porque, sério, ler Mil Beijos de Garoto e não derramar uma gotinha de lágrima é IMPOSSÍVEL. Desconfie de quem disse que leu e não chorou com esse livro. A história de Rune e Poppymin tem lá a sua quantidade de tristeza, mas consegue ser linda ao mesmo tempo que destrói o coração alheio e nos presenteia com uma lição de vida tão inspiradora e profunda.

O romance retratado não é, de forma alguma, um romance comum daqueles que estamos acostumados a ler. Na verdade, é um romance sobre almas gêmeas que se amam profundamente e se encontram e, esse sentimento tão intenso consegue ser mais forte do que qualquer outra coisa. E ainda que haja a chance de algo dar errado, a possibilidade de termos vivido um amor incrível e vivido uma vida completa é grandiosa.

Este é um livro que realmente nos modifica, que faz com que a gente olhe e dê valor a coisas que jamais pensávamos em dar. Que nos incita a ter consciência das coisas que fazemos com as pessoas, muita vezes acreditando que está tudo garantido, quando nem sempre é assim.

Acabei chegando ao fim do livro e não conseguia parar de soluçar, literalmente. Mas não me arrependo em nada de tê-lo lido, porque ele com certeza me fez melhorar e crescer como pessoa.

De verdade, leia Mil Beijos de Garoto e você verá o qual especial ele é.


Uma das minhas quotes favoritas do livro é: 



"Viva intensamente, ame intensamente,
vá atrás dos seus sonhos, busque aventuras e capture momentos.
Viva lindamente." 


[Exclusivo] Leia e apaixone-se por esse trecho de 'The Life We Almost Had'

10 agosto 2017



Só para vocês entenderem, fomos autorizadas a postar um trechinho do novo romance de Laura Miller, o livro The Life We Almost Had. A resenha dele já está disponível aqui, então corra e descubra o que achamos da história.

O trecho a seguir foi escolhido pela própria autora - e é mais do que especial para os brasileiros - e traduzido por nós. Prepare-se para morrer de amor. 



O canto de seus lábios se move ligeiramente, mas ela não se mexe. Nenhum de nós nos movemos. E eu sei que somos só eu e ela tentando fazer algo que nunca fomos bons em fazer - dizer adeus.

Finalmente, ela começa a se virar, mas para e lentamente volta a me olhar.

"Você tem uma tatuagem... no seu braço," ela diz, apontando para o próprio braço enquanto olha o meu.

Olho para o meu braço. A tatuagem está coberta pela manga da camisa.

"Eu a vi," ela explica rapidamente, "um tempo atrás, em uma foto... online."

Eu olho para ela e sorrio. Nem ao menos tento esconder o fato de que gosto de saber que ela tem me vigiado. Por sua vez, ela apenas balança a cabeça daquele jeito divertido e crítico dela.

Eu levanto a manga da camisa, assim podemos ver a palavra saudade em letras cursivas e dançantes em meu braço.

"O que significa?" ela pergunta.

Eu contemplo a palavra. "É o desejo por algo que não pode ser... e pelo amor que permanece."

Ela a observa por alguns momentos, e então olha para mim. Há sobriedade em sua expressão. E eu sei que ela sabe. Eu sei que ela sabe que é para ela.

























The Life We Almost Had será lançado em 19 de setembro e pode ser encontrado na Amazon.

Conheça outros livros da autora:

Resenha: Broken Prince, Erin Watt

08 agosto 2017

Estes Royals vão arruinar você…

De brigas secretas em cais e rixas na escola a destruição de vidas dentro de mansões reluzentes, um rapaz tenta salvar a si próprio.

Reed Royal tem tudo—aparência, status, dinheiro. As garotas em sua escola privada fazem fila para sair com ele, os garotos querem ser ele, mas Reed nunca deu importância para nada fora sua família até Ella Harper entrar em sua vida.

O que começou como um ressentimento aquecido e necessidade para fazer o novo prêmio de seu pai sofrer se transformou em algo completamente diferente—Manter Ella por perto. Mas quando um erro bobo a leva para longe dos braços de Reed e traz o caos para a mansão Royal, o mundo de Reed começa a desabar ao redor dele.

Ella não o quer mais. Ela diz que eles só vão destruir um ao outro.

Ela talvez esteja certa.

Segredos. Traições. Inimizades. É algo com que Reed nunca enfrentou antes, e se ele quiser ganhar sua princesa de volta, ele precisará provar que é realmente digno. (Tradução: Cinco Garotas Exemplares)



Esta resenha contém spoilers de Paper Princess (Princesa Papel). Leia por sua conta e risco.

Esta série deixou-me completamente viciada e posso dizer que li Broken Prince (Príncipe Partido) em nada mais, nada menos do que dois dias. A narrativa e reviravoltas continuam impressionantes e acabam nos surpreendendo constantemente. 

A história começa exatamente onde Paper Princess nos deixou,  um cliffhanger doloroso que nos faz ansiar pela continuação. Segundo livro da série The Royals, Broken Prince é tão bom quanto o seu antecessor, e por ser assim tão excelente, não consigo dar menos do que 4.5*

Uma das coisas que me deixou muito mais entusiasmada com esse livro em comparação ao anterior é que Erin nos presenteia com Dual Pov (Dual Point of View), ou seja, dois pontos de vista. Fiquei tão animada com isso que amei ainda mais o personagem masculino, Reed, principalmente porque neste livros vemos o seu lado mais vunerável.


Já Ella, por outro lado, lida de uma maneira mais fechada com o pensamento de que foi traída por ele no final de Princesa de Papel. Então, você pode esperar vê-la agindo muito por instinto e nem sempre tomando boas decisões.

O vai e vem da trama foi algo me irritou bastante, em grande parte porque Reed e Ella se amam, mas a moça se recusa a ouvir explicações e simplesmente fugiu no final do livro um. Os Royals têm que mover mundos e fundos para a encontrá-la. Irritou-me profundamente o fato dela achar melhor fugir do que lidar com a situação em si.

E aí, será que Ella e Reed vão conseguir se resolver até o final da narrativa? Bem, esta é uma pergunta que não vou responder. Mas, se você leu Paper Princess e achou o cliffhanger atordoante, então prepare-se, porque Broken Prince tem o maior suspense da face da terra.


"Nós nunca fomos uma tragédia. Somos menos que nada."

No Brasil, tanto o primeiro volume, quanto o segundo foram publicados pela editora Planeta de Livros. Se você ainda não leu nossa resenha de Princesa de Papel, clique aqui.

Recentemente Erin divulgou a capa do quarto livro da saga - Fallen Heir - que deve ser lançado em 28 de agosto nas livrarias gringas.


Resenha: The Life We Almost Had, Laura Miller

05 agosto 2017


Antes de todos deixarem a cidadezinha de Sweet Home para os fantasmas, ela era a garota da porta ao lado. E ele era o garoto que nunca conseguia a aprovação de seu pai. Mas nada disso importava. A única coisa que importava era que o coração dela o ganhou.

Mas isso foi anos atrás. E agora, a irmã de Berlin reza para que alguém apareça para tirar a cabeça de seu irmão da garota do passado. E é claro que alguém o faz. Mas será que essa garota será capaz de quebrar as correntes de seu primeiro amor ou ela será que ela fará com que ele se apaixone ainda mais pela garota que ele deixou para trás em Sweet Home, Missouri?

Eles só têm uma semana.




Então pessoal, preciso escrever uma resenha para esse livro, mas não tenho ideia de como ou por onde começar. Laura faz isso com as pessoas. Prepare-se!

Se você leu a minha resenha sobre When Cicadas Cry, então você deve saber que eu sou fã das histórias dela e costumo falar e escrever mais do que deveria, mas hoje, eu vou tentar ser cuidadosa e objetiva para não deixar escapar muito spoiler. 

Quando Laura disse que me enviaria um ARC de seu novo livro eu fiquei tão entusiasmada que cheguei ao ponto de perturbar o carteiro todo santo dia. Felizmente o carteiro é meu tio e mora ao lado da minha casa. Recebi o livro na semana passada, mas eu não sou uma leitora rápida - às vezes preciso parar, respirar e me convencer de que não vou matar o personagem. E, sério, eu cheguei a ficar tentada em fazer isso - por esse motivo levei tanto tempo para compartilhar minhas impressões com vocês.

Bem, The Life We Almost Had conta a história de amor de um casal - Berlin e Iva. Eles se conhecem ainda crianças em uma cidadezinha chamada Sweet Home. O negócio é que Sweet Home faz jus a toda essa coisa de cidade pequena e é assim que o livro começa. No prólogo descobrimos como era viver em SH no passado e como essa minúscula, porém singela cidade acabou se transformando no lar do Gasparzinho - ao que parece, ninguém quer ficar em Sweet Home, Missouri. É também nas primeiras páginas que vemos, pela primeira vez, o nome de Angel e Berlin.

http://www.livrosminhaterapia.com/search/label/RESENHA







Berlin não é apenas vizinho, ele é também o melhor amigo de Iva. Eles têm doze anos no início da história e, apesar de sua idade, nutrem um sentimento mútuo. É algo tão bonito que eu nem ouso tentar explicar o quão lindo e puro é o relacionamento deles. Eles se apaixonam, lutam pelo que eles têm e juntos fazem planos. Tudo isso para que a vida apareça e os separe de vez. Ninguém fica em Sweet Home, lembra? O tempo passa e após sete anos eles se reencontram novamente, mas as coisas mudaram. A vida mudou. Eles mudaram. E agora Berlin e Iva precisam enfrentar o que uma vez eles quase tiveram e o que eles têm neste momento: família, sonhos, carreiras e amor. Porque sempre há amor e eles só têm uma semana para entender e, talvez, resolver tudo.

Com capítulos alternados entre passado e presente - algo comum nos livros da Laura - a narrativa é contada em grande parte sob o ponto de vista de Iva. Certifique-se de aproveitar cada um deles e, por favor, AME o capítulo 19 tanto quanto eu amei. E aos brasileiros, estejam preparados para encontrar uma das palavras mais preciosas do nosso idioma. Nenhum outro a possui. Pelo menos não com um significado tão bem explicado e verdadeiro. Obrigada por nos presentear com isso, Laura. Não consigo parar de abrir meu livro e olhar para aquela palavra tão importante na vida dos personagens.

Mais uma vez, a autora nos agracia com uma história simples e leve. Uma história que não precisa de grandes eventos para ser bonita e cheia de significados. Essa grandiosidade está nas pequenas coisas e isso basta.

The Life We Almost Had em toda sua simplicidade, carrega uma enorme carga de sensibilidade, algo impossível de não amar.

P.S. Eu comentei que em um determinado momento da leitura fiquei morrendo de raiva. Mas fico feliz em comunicar que sou puro amor agora. Posso te dar um abraço, Berlin?

P.P.S. Adorei saber as profissões dos dois personagens. A do Berlin mais ainda.

Faça a pré-venda do seu exemplar em versão digital na Amazon BR. TLWAH será oficialmente lançado em 19 de setembro.

Review: The Life We Almost Had, Laura Miller


Back before everyone left the little town of Sweet Home to the ghosts, she was the girl next door. And he was the boy, who could never get on her father’s good side. But none of that mattered. The only thing that mattered was that her heart had picked him.

But that was years ago. And now, Berlin’s sister is praying for someone to show up to take her brother’s mind off the girl from his past. And surely enough, that someone does. But will this girl be able to cut the chains of his first love or will she just make him fall harder for that little girl he left behind in Sweet Home, Missouri?

One week is all they have.







Hey you! I need to tell you something. I'm supposed to write a review for this book, but God knows I don't have any clue to how to do it, or where to start. Yeah, Laura does these things to people. So brace yourself!

If you read my last review about When Cicadas Cry you certainly know that I'm a fan of her stories, and I tend to talk and write like there's no tomorrow. I can't help it. This time I need to be careful though. I don't want to give any spoilers, so I'll try my best to get straight to where I think I would like to.

When Laura told me she was sending me an ARC of her new book I got so excited that I got to the point where I was really bothering the mailman. Thank goodness he is my uncle and lives on the next door. So I received the book last week, but I'm not a fast reader - sometimes I need to take a break, breathe and convince myself that I'm not going to murder the character, and I was so tempted on doing that in this book - that's why it took me a while to get to share with you my thoughts about this one.

Well, The Life We Almost Had is a love story about a couple - Berlin and Iva. They meet when they are still kids in a small town called Sweet Home. The thing is that Sweet Home truly does justice to the small town kind of stuff, and the book just starts like that. In the prologue we get to learn how it was to live there in the past, and how on earth this tiny, but sweet town turned out to be Gaspar's home. It looks like no one stays there. That's not a spoiler, by the way. So don't kill me. In those same first pages we first hear the name of Angel and Berlin.



Berlin is not only the boy next door, he is also Iva's best friend. They're twelve in the beginning, and despite their age, they fall hard for each other, and it's so beautiful I can't even dare to explain how pretty and pure is their relationship. They fall in love, fight for what they have and make plans just so life can show up and tear them apart. No one stays in Sweet home. Remember? Time goes by and after seven years they find each other again, but things' changed. Life's changed. They're changed. And now Berlin and Iva need to face what they once almost had, and what they've got right now: family, dreams, careers and love. Because there's always love, and they only have one week to figure it all out. 

With chapters that alternate between past and present - something we get to see a lot in Laura's books - the narrative is mostly told by Iva's point of view. Make sure to enjoy every single one and please, LOVE chapter 19. And if you are brazilian like I am, be ready to find one of the most precious word of our language. No other one has it. Not with this so well explained meaning. Thank you for giving us that, Laura. I can't stop opening my book to keep seeing that word. 

So that is it. Once again Laura gives us a simple and light story. One that doesn't need great events to beautiful and meaningful. That greatness is in the little things, and that's more than enough.

The Life We Almost Had in its simplicity carries a huge load of sensitiveness which is impossible not to love. 

P.S. I mentioned that I got mad at some point during the reading. I'm more than glad to say that I'm pure love now. 

Pre-order your copy on Amazon. TLWAH will be relesead on September 19th.
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