Resenha: Na Ilha - Tracey Garvis Graves

05 janeiro 2015


Título: Na Ilha
Título original: On the Island
Autora: Tracey Garvis Graves
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Ano: 2014
Edição: 1
Gênero: Romance/Ficção
ISBN: 978-85-8057-402-9


Sinopse

Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, a professora Anna Emerson agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares. T.J. Callahan tem 16 anos, um câncer em remissão e só quer levar uma vida normal. No entanto, os pais insistem que o garoto coloque em dia as aulas que perdeu na escola na casa de veraneio nas Maldivas.

Quando o avião cai em águas infestadas por tubarões, Anna e T.J. se veem em uma situação inimaginável. Professora e aluno conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas à medida que os dias dão lugar a semanas e então meses, Anna percebe que seu maior desafio pode ser conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.

Resenha

Quer uma prova de que não é nada bom julgar um livro pela capa ou, neste caso, pela sinopse? Ao final desta resenha você obterá uma resposta.

Decidi compartilhar minhas impressões com vocês de modo diferente, mais informal, porque estou com uma necessidade monstra de contar o quanto eu amei esse livro. Do quão maravilhoso é "Na Ilha". Portanto, você pode achar que estou "puxando saco" e etc., por isso, já começo dizendo que não serei imparcial. 

No ano em que a Intrínseca lançou o livro, eu vi a capa, achei linda, mas acabei esquecendo. Não li a sinopse e nem sequer pesquisei mais sobre a história. Um ano depois, eis que surgem duas amigas que para dizer o mínimo, estavam maravilhadas com a narrativa, então, é claro que adquiri um exemplar e, como sempre, comprei sem saber que tinha continuação, mas falarei sobre isso mais tarde. Bem, o livro chegou em meados de dezembro e foi meio impossível concentrar-me nele com as festas de fim de ano. Depois acabei viajando e ficou ainda mais complicado. Por fim, consegui encontrar um tempo para ele, no dia em que voltei de viagem e jurei que não dormiria enquanto não descobrisse o final da história. Não deu, tive que ir dormir, mas o dia seguinte teve o tanto de horas que eu precisava para concluir a leitura e hoje estou aqui, eloquente, escrevendo pelos cotovelos (é possível?), louca para que todos vocês tenham a oportunidade de ler "Na Ilha" um dia.

Só depois que o livro havia sido entregue é que fui ler a sinopse e confesso, achei meio "bleh". Primeiro porque acho que a sinopse de um livro é essencial para que o leitor venha a se interessar pela obra e tenho certeza que eu não o leria com base nela mas, fui persistente e não me arrependi de forma alguma. "Na Ilha" foi a minha primeira leitura de 2015 e posso afirmar, dei início aos trabalhos com o pé direito.

Em seu primeiro romance, Tracey Garvis Graves nos apresenta uma trama ao estilo "Ame-a ou odeie-a", porque para muitos, infelizmente, ainda é inconcebível o relacionamento entre duas pessoas de idades completamente diferentes, mas, na boa, é impossível odiá-la: 1º) Porque simplesmente é impossível; 2º) Porque simplesmente é impossível.

No início dos anos 2000, a professora de inglês e residente em Chicago, Anna Emerson resolve agarrar a oportunidade de passar o verão nas Maldivas. Lá ela ajudaria um garoto, também morador de Chicago, recém recuperado de câncer a resgatar o tempo perdido no colégio. Anna tem 30 e T.J. tem 16 anos. Devido a algumas circunstâncias, o adolescente e a professora embarcam juntos para as Maldivas e de lá, para a ilha onde encontrarão a família Callahan. No entanto, nada acontece como combinado e, quando estão sobrevoando o meio do Oceano Índico, tudo se perde e só o que resta é um oceano imenso, uma ilha, toneladas de areia, um sol pra cada um, coco, fruta-pão, ratos e morcegos.

O tempo passa e o resgate não chega nunca. Aniversários, dias de ação de graças e natais. O esforço dos dois e a luta pela sobrevivência são palpáveis. T.J. amadurecendo na velocidade da luz e Anna lutando contra o pessimismo e a desnutrição, e ambos travando uma batalha contra a solidão.

A autora teve o tato e a sensibilidade necessária para abordar os diversos momentos e segundos que os dois personagens compartilham e isso foi ótimo porque nada soa rude, muito pelo contrário, a narrativa te conduz para o que há de mais lindo na história.

Comentei anteriormente sobre uma continuação. Pois é, a escritora deu continuidade e escreveu o pequeno Uncharted, ainda sem tradução e publicação no Brasil. Nele, um personagem coadjuvante de "Na Ilha" aparece e narra a sua própria história.

Terminei esse livro sabendo que a minha resenha deveria fazer jus à obra e espero que eu tenha de fato conseguido. Mais ainda, espero que você leia "Na Ilha" e apaixone-se como eu me apaixonei.

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