Coluna Raffa : A vida do livreiro A.J .Fikry @cialetras

24 julho 2014

Título Original : The storied life of A.J Fikry
Título no Brasil : A vida do Livreiro A. J Fikry
Autora : Gabrielle Zevin
Editora Paralela
Número de págs : 186


Eu estava tão louca para ler esse livro que o passei na frente de diversas outras leituras. E apesar de nunca ter trabalhado em livrarias, trabalhei por anos em lojas e me identifiquei muito com os clientes de A. J. Fikry. O livreiro que é o protagonista da história está na casa dos 40 anos, é  descendente de indianos e viúvo , é uma pessoa amarga  que já sofreu muito na vida e apesar de amar sua livraria tem pouca ou nenhuma paciência com quem entra nela. Geralmente só bate papo com a cunhada Ismay e com o policial amigo Lambiase. 
Logo no início do livro conhecemos Amelia, ela é divulgadora de uma editora e entra na livraria de A. J para lhe mostrar a nova coleção. Extremamente rude e lhe dando muitos foras ele vai praticamente enxotar a moça do local. O que ele não esperava que acontecesse é que deixassem na sua loja uma criança. Maya tem apenas 2 anos quando a mãe deixa um bilhete dizendo que ele deve criar a menina porque adoraria que ela fosse criada no meio de livros, lógico que ele não aceita nada bem isso e quer dar  a menina para adoção, mas Maya consegue mudar o que ele sente durante 1 final de semana e ele acaba pedindo a assistente social para ficar com a criança. Logo ele que nunca teve jeito com crianças de repente se vê encantado com a menina! 
A. J muda muito por causa de Maya, vira um paizão exemplar e tem mais amor pela livraria e claro, acaba também vendo em Amelia uma paixonite que de início não é correspondida mas que depois nos faz vibrarmos com o amor dos dois. 
Nem mesmo um livro de Edgar Allan Poe que lhe foi roubado e era muio valioso pode tirar a alegria dele, que fica completa quando finalmente conquista o coração de Amelia e Maya está cada dia mais esperta.
Se o livro cheira a conto de fadas de livreiro sinto informar que o final não deixa margem para o foram felizes para sempre.  Quase chorei... e no final fechei o livro pensando que como diz  na chamada " Nenhum homem é uma ilha; cada livro é um mundo" , é a mais pura verdade. Lindo. 
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