Coluna Raffa : As luzes de setembro da @Suma_BR

19 novembro 2013



                 Título Original : Las luces de Septiembre
           Título no Brasil : As luzes de setembro
Autor : Carlos Ruiz Zafón
    Editora : Suma de Letras
    Número de págs : 231


Pode parecer brega, mas a cada livro de Zafón, eu sinto que não os leio, eu os sinto. É como se eu entrasse na história e estivesse vivendo ali com os personagens, enfrentando seus medos, descobrindo as coisas. Amo o jeito dele escrever e acho muito bacana a ideia dele explicar como escreveu cada livro ao leitor, isso faz com que fiquemos mais próximos dele. Por mais que ele informe que são livros juvenis, discordo, as histórias de Zafón não tem idade certa, não tem validade, por serem extremamente bem escritas envolvem a qualquer leitor mais atento.
Nesse volume ele conta a história de uma família, a mãe Simone Sauvelle vivia uma vida de luxo com os filhos e o marido, no entanto ele falece, deixando uma penca de dívidas para a família, os filhos Dorian e Irene tem que crescer a força ajudando a ganhar o pão de cada dia, por mais que mãe foque sua vida neles.
Convidada a trabalhar na Normandia, Simone deixa Paris acompanhada dos jovens, que já estão na adolescência, Irene a protagonista tem 14 para 15 anos e já se sente uma adulta perto do que a vida lhe aprontou.
Ao chegarem na casa do novo patrão da mãe, o Sr. Lazarus, um sinistro fabricante de brinquedos que vive em uma imensa casa praticamente sozinho já que sua esposa sofre de uma doença rara e não se lembra de ninguém, apesar de jovem, ela agora passa os dias em sua cama e tem cuidados especiais.
Encantados com a cordialidade do dono da mansão Cravenmoore, a família logo vai adorar também Hannah, uma jovem que é cozinheira da casa e que a sinopse entrega que morrerá de forma estranha iniciando todo o suspense desse livro.
Prima de Ismael, um pescador que logo vai se encantar por Irene, os dois vão dividir uma paixão e a busca pela verdade no que diz respeito a morte da cozinheira.
Diário encontrado na mansão e lido por Irene, máquina fabricadas pelo dono da casa que parecem ter vida a noite e barulhos vindo do bosque ao lado da casa completam o suspense surpreendente escrito por Zafón.
Nada do que conheceram é a pura verdade, o que veem também não é o que parece, com isso qualquer coisa que more ou rodeie a casa tem um mistério que envolve a alma, o coração e a sombra das pessoas. Até mesmo a lenda local da mulher que nunca voltou pode estar mais próxima do que imaginam da realidade deles.
Fácil gostar desse livro maravilhoso, difícil é conseguir largar depois que se começa. Mais um cinco estrelas do autor. 

                                      













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