TERAPIA NO CINEMA : Psicose ( filme) com DEBBY ANDRADE

31 julho 2013



Título: Psicose

Título original: Psycho


Ano: 1960

Direção: Alfred Hitchcock

Roteiro: Joseph Stefano
Elenco: Anthony Perkins, Janet Leight, Vera Miles, John Gavin

Duração: 1h47min

Gênero: Suspense, terror

Distribuidor: Paramount







Sinopse: Marion Crane é uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.




Quem nunca ouviu falar de Alfred Hitchcock? Se não dele pelo menos da famosa cena de assassinato no chuveiro? Antes mesmo de ver Psicose essa cena já me era familiar, afinal já foi alvo de paródia tanto de filmes quanto de desenhos creio eu inúmeras vezes... Devido a minha crescente curiosidade por filmes considerados clássicos ele foi um dos que entrou na lista de desejados. Então num clima chuvoso de uma terça-feira aproveitei para conhecer melhor o mestre do suspense e devo dizer que finalmente entendi o porquê desse apelido.
Primeiro quero ressaltar a atuação brilhante de Anthony Perkins. O ator conseguiu realizar com perfeição o papel de um cara inocente, mas que ao mesmo tempo te leva a desconfiar dele. Chamo a atenção para a cena onde ele e a personagem de Janet Leigh tem um dialogo numa saleta no motel do personagem de Anthony, ali mesmo você começa a perceber que tem algo errado com o cara. O modo como ele atua, com olhos vidrados fazendo com que somente sua boca se mecha, me chamou muita atenção. Ele age como um perfeito psicopata, ou pelo menos como alguém que tem sérios problemas.

A fotografia do filme também não deixa a desejar, o que chama a atenção é a casa de Normam Bates (Anthony Perkins) que tem um tom bem sinistro e mal assombrado. Trilha sonora não preciso nem comentar, um clássico assim como a famosa cena do chuveiro. O roteiro também não fica para trás, Joseph Stefano faz um bom trabalho pois a trama é muito bem tecida de modo que não existem buracos, pelo menos não pude sentir.
E o que dizer do mestre, Alfred? Seu trabalho é realmente impecável, você pode sentir no filme a razão do título dado a ele. Como não sou especialista em seu trabalho não posso afirmar (se tiver algum especialista de plantão e puder tirar essa dúvida, eu agradeço), mas na cena em que a personagem de Vera Miles vai até a casa de Normam Bates o caminho em si parece mais longo do que quando Normam descia até o motel. Pelo menos essa foi a impressão que eu tive, não sei se foi influenciada pelo fato de ter descoberto que a escada no filme Interlúdio foi aumentada para dar esse toque de suspense ou se esse caminhar de Vera Miles é realmente mais longo...


Adorei o filme! E olha que suspense nem é uma das minhas modalidades favoritas, só posso dizer que ele é mais do que recomendado e que não vejo a hora de ver Os Pássaros!

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