COLUNA RAFFA FUSTAGNO - RESENHA DE " O PRÍNCIPE DA NÉVOA" DE CARLOS RUIZ ZAFÓN

26 março 2013

Título original : El príncipe de la niebla
Título no Brasil:  O príncipe da Névoa
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora : Suma de Letras
Número de páginas : 180






  Zafón é daqueles autores que podemos esperar tudo, imaginar tudo e no final ainda assim ele nos surpreender de tal forma que terminamos o livro impressionados com a qualidade de sua escrita e com finais imprevisíveis.
Em " O príncipe da Névoa" ele começa informando aos leitores que o escreveu com 26 anos e foi seu primeiro livro, merecidamente acabou ganhando um prêmio.
A história da família Carver, cujo pai que é relojoeiro resolve se mudar para um vilarejo no litoral, foca mais em seu filho do meio : Max que tem o mesmo nome do pai. Acompanhado de sua mãe Andrea e suas irmãs Irina e Alicia eles enfrentam as mudanças juntos mesmo tendo suas divergências como quando Irina cisma de adotar um gato estranho que vive olhando esquisito para todos da casa e isso incomoda demais Alicia.
A história se passa na Espanha bem no meio da Segunda guerra Mundial - a história se passa em 1943 - que é o principal motivo do pai de Max querer se mudar para o local. O que ele não sabe é que na antiga casa morou uma família que tinha um passado infeliz com um segredo que vai ser desvendado ao decorrer da história.
Max vai logo fazer amizade com Roland, um rapaz que mora com seu avô no Farol, um senhor que foi o único sobrevivente de um naufrágio anos atrás e que também tem muitso segredos guardados.
Entre a amizade de Roland e Max vamos acompanhar as aventuras dos dois em tentar desvendar os mistérios da casa - já que eles ouvem vozes e Irina sofre um grave acidente no lugar - e a amizade que cresce também entre os irmãos Max e Alicia que se unem na nova moradia para saberem a verdade. Alicia nesse meio tempo se envolve com Roland.
O faroleiro que é avô dele vai nos deixar com ainda mais dúvidas ao contar histórias aos 3. Hora vai parecer sincero e hora vai querer esconder a verdade dos jovens.
O que senti nesse livro foi uma pitada de Stephen King com todo a atmosfera de medo que Zafón nos mostra.
Há palhaços estranhos em filmagens, sombras na água, estátuas medonhas , magos que realizam desejos mas cobram em dobro, família que foram destruídas por promessas feitas a pessoas erradas e um gato muito sinistro morando na casa dos Carver.
Por mais que tentemos imaginar o que realmente aconteceu desde o início, achei impossível, tudo que pensei que fosse não era e até os personagens podem não ser quem imaginamos.
O que mais dizer de um livro onde o autor é sensacional que nos tira o sono de uma forma gostosa, uma leitura rápida de um tal lugar com um príncipe que não era príncipe, de um mago que parecia o coisa ruim e de um menino que viveu o verão mais bizarro de sua vida rodeado de tudo isso !
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