COLUNA RAFFA FUSTAGNO - RESENHA DE "A CASA DAS ORQUÍDEAS" DE LUCINDA RILEY

22 outubro 2012

Título original: Hothouse flower
Título no Brasil: A casa das Orquídeas
Autora: Lucinda Riley
Editora : Novo Conceito
Número de páginas: 558






 Nem de longe pensei que esse livro fosse assim, tão maravilhoso.
A história da pianista que tragicamente perde o marido e o filho em um acidente e tenta recomeçar a vida é uma das histórias mais sensíveis que já li. Não somente por toda musicalidade que envolve o livro - e isso é um gosto meu a parte, a paixão pelo piano- mas todo o mistério que envolve a casa onde Julia, personagem principal e sua irmã Alicia passaram a infância. Wharton Park é uma casa imensa onde os avôs delas trabalharam durante anos, Bill, o avô cuidava do orquidário como uma mãe cuida de seus filhos. Elsie, a esposa, era dama de companhia da dona da casa: Olivia Drew Norris.
Ao conhecer Kit - herdeiro da casa- em uma venda de objetos no local , Julia se depara com duas coisas: um quadro que resolve dar de presente ao seu pai e que nem imagina que foi sua mãe Jasmine que o pintou e mais tarde ele lhe entrega um diário de seu avô que foi encontrado debaixo das tábuas no chão da casa.
O tal diário é que vai dar o tom de grande reviravolta na história. Até ele aparecer temos a pianista protagonista lutando contra a tristeza e sua irmã Alicia que é casada com Max e tem 4 filhos tentando animar de todas as formas a irmã.
Após ler somente uma parte do diário, Julia acha que já era de reencontrar a avó que quase nunca vê: Elsie. É ela quem vai narrar toda a história de Olivia Drew Norris - uma indiana que vai morar na Inglaterra - a jovem que se apaixona por Harry Crawford herdeiro da casa de Wharton Park.
Ao se encantar tanto com Harry, Olivia não ouve as amigas e ao seguir seu coração acaba aceitando se casar com Harry que nada ou pouco sente por ela. Na verdade ele só pensa em casar com ela influenciado pela mãe dele: Adrienne.
Após o casamento as coisas não andam nada bem e ele não deita com ela.
A primeira revelação da história é surpreendente, ela vê seu então marido sendo beijado por um homem dentro da casa deles.
Enojada, ela conta a ele o que viu e pede que nunca mais ele toca nele, Harry assume que teve um caso mas que o que ela assitiu era o ponto final e que ele a amava de verdade.
É então que por amar demais ele, ela o aceita de volta, perdoando mas ele vai para a Guerra a deixando grávida com seus pais na casa,
o que acontece em seguida dá mais raiva de Harry...e nossa como Olivia sofre! Ela perde o bebê que espera enquanto ele está na guerra, ele vai para Tailândia e lá conhece Lídia , por quem se apaixona nem lembrando que Olivia existe.
Entre juras de amor eterno, ele diz um até logo para Lídia e avisa que vai voltar mas que precisa se separar da esposa que assume nunca ter amado. Ao voltar para casa não tem coragem de deixar seus pais que não estão nada bem de saúde.
Olivia para completar engravida.
Preso ao passado que se torna presente ele com muita tristeza não volta para Lidia.
O que poderia ser um happy end não o é...já que Bill a pedido dele vai atrás de Lídia e a descobre muito doente e com uma criança que é de Harry.
A tal criança , Julia vai descobrir que na verdade é sua mãe que foi adotada pelo casal de empregados da casa.
Tocante, intenso e imprevisível, foi assim que pensei nesse livro ao terminar de lê-lo em apenas 2 dias!
Julia ainda vai descobrir muito mais coisas, não só de seu antepassados mas de seu breve passado e sobre a morte de seu filho e marido.
Não sei como ainda não virou filme!
Perfeito!
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