COLUNA RAFFA FUSTAGNO : RESENHA DE " O QUE FAZER SE VOCÊ ESTIVER MORTO" + PROMO

03 setembro 2012

Título: O que fazer se você estiver morto
Autor: Ricardo Linck
Editora: Philae
Número de páginas: 167












Para início de conversa quando eu li esse título eu pensei em duas coisas que gosto muito e que geralmente os autores envolvem com esse tema. A paixão pós vida, onde a pessoa mesmo tendo passado dessa para melhor fica vendo tudo que o ser amado que está bem vivo anda fazendo, seja para o bem ou para o mal, para viver um romance de outro mundo meio Ghost ( aquele lindo e antigo filme com Patrick Swayze e Demi Moore) ou para ficar vendo quem de verdade sente sua falta e podendo escutar e acompanhar todas as verdades das pessoas que conhecia. Ou seja, imaginei dois temas que o livro envolve mas não do jeito que esperava.
Marco Pereira o protagonista dessa trágica história trabalha em um call center, para quem já trabalhou ou trabalha com público sabe como a vida dessas pessoas não é nada mole. Como se não bastasse tem um chefe chato que apelidou " carinhosamente" de cara de rato.
A vida de Marco é isso, solteiro, sem filhos, sem parentes próximos, a vidinha dele é daquelas bem mais ou menos no qual não se vive, apenas existe. Pouco antes de bater as botas ( isso não é spoiler porque o livro já diz ao que a história veio) ele se envolve em uma noite com Lisa, uma única noite, na qual ele vai acordar ao lado dela após defendê-la, vai sair para trabalhar mesmo sendo sua folga ( ordens do cara de rato!) e vai prometer voltar mas nunca volta.
Senti muita pena desse personagem, ele não tem amigos, a tal Lisa ele mal conhece mas por carência se apaixona mesmo já estando morto e espera dela coisas que nem ele sabe se pode, e a morte dele é triste.
Não que alguma morte seja bonita, mas a dele combina com ele, é sem graça!
Esperei de verdade que da morte dele para frente o livro me envolvesse ou em risadas ou em lições de moral. Nada disso aconteceu. Marco consegue ver as pessoas que convivia, fica vigiand Lisa dentro de seu apartamento e começam a lhe aparecer seres estranhos, sem explicações como o tal do Scumeck que bate nele pelo simples motivo de ele não lembrar quem ele é.
Mas ele não vira um fantasma somente, ele toma forma de várias coisas, como por exemplo um hamster ou um protozoário.
Algumas partes me fizeram rir como as falas com o urubu filósofo Percival.
Mas ficou faltando mais graça, e para mim que amo um romance pós vida, um amor! Quem sabe desse mais ânimo a história que é bem contada mas embola um pouco o meio de campo para chegar a um final não tão bom quanto o ínicio da história.


Ficou interessado na história? 
Então, a editora Philae mandou uma cópia para sortearmos entre os seguidores do Livros Minha Terapia.
Basta comentar na resenha e ser seguidor do LMT, quando chegarmos a dez comentários sortearemos o  livro :) 

Raffa Fustagno
 
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