Resenha com Fê²– Cinquenta Tons de Cinza

28 agosto 2012


CINQUENTA TONS DE CINZA



  • Tradução: Adalgisa Campos da Silva
  • Lançamento: 01-08-2012
  • Lançamento: 2012-08-01
  • Páginas: 480
  • Formato: 16 x 23
  • Cód. de barras: 9788580572186
  • Gênero: Ficção
Sinopse
Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.
Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
Romântica, libertadora e totalmente viciante. Uma história que vai dominar a atenção do leitor até a última linha
Fonte: Site Editora Intrínseca


Diante deste Boom era mais do que inevitável eu vir aqui dar a versão da minha experiência com essa leitura pra lá de ousada, sexy, envolvente e com personagens cheios de conflitos psicológicos !!!
Ai ai … Mas como eu não sou boba e sei que minha água é bem morna kkkk  trouxe para vcs uma amiga que adora colocar a água para ferver !! kkkkk
(Fala ai, Fernanda Madeira )
Quando a Fê me convidou pra compartilhar essa resenha, eu fiquei muito nervosa. Não que eu não quisesse escrever sobre 50 Tons (sentiu a intimidade, né!)... É que ele foi de mais para mim...
Então, passada a euforia, vieram os devaneios, as noites delirantes, as imagens intermináveis de algemas, couro e chamas bruxuleantes e a incapacidade de escrever qualquer coisa a respeito de um livro que não é nem um primor da literatura (aliás, está até bem longe de ser, para ser sincera), mas que ilustra bem o momento que as mulheres de hoje estão passando.
 
(Pois é Fê ! Fico muito feliz de vc ter aceitado o meu convite !!)
 
Eu por minha vez …Poderia começar mais uma vez, como muitos comentários e/ou resenhas fazendo comparações, devido a trilogia ter sido editada da Fanfic de uma série que conhecemos muuiiittooo bem !! ;) Mas não vou fazer isso( A Fê já fez isso!!!) , pois eu juro que li sem em nenhum momento comparar. 
(Diferente da Fê Madeira que já vai dizer a experiência dela !! )
Já não sonhamos com príncipes encantados em cavalos brancos há muito tempo. Bem antes de Crepúsculo, a gente já precisava mesmo era de alguém bacana, com senso de humor apurado, doce nas horas certas e, por que não, surpreendentemente selvagem nas horas “erradas”...rs...
Em Crepúsculo, a personificação do príncipe encantado foi elevado a vigésima potência, porque Edward é e sempre será um fofo! Mas antes disso, o tal príncipe foi desconstruído e reconstruído em um novo molde: um cara nem tão perfeito assim, mas igualmente adorável nos seus predicados.
Esse príncipe-pseudo-perfeito pode ter todo tipo de defeito que a gente vai continuar amando ele! Um passado obscuro, ser um vampiro, se comportar como bad boy, até mesmo ser um fora da lei... Ta aí a boa e velha Britney que não me deixa mentir, abrilhantando a minha tese com o glorioso clip de Criminal. Hehehehe..
 



(Aff Fê!! pausa para respirar que isso está só começando !!!)




Os novos arquétipos estão espalhados por todos os lados e com a chegada da Trilogia “50 Tons”, de E. L. James – Intrínseca, a nova versão veio embalada pra presente em um lindo pacote cinza, de olhos verdes, atendendo pelo nome de Christian Grey, ou simplesmente Senhor Grey, como ele mesmo prefere. Rs...
De repente, não mais que de repente, eu li 50 tons em duas noites, e acredito que isso aconteceu com vocês, porque aconteceu com a Fê e com uma pá de mulheres que eu conheço. Apesar da ausência do lirismo e da falta de preocupação com qualquer tipo de regra literária, o jeito descuidado da autora caiu como uma luva no caso do Grey.
Ops! Desculpe Senhor... slapt! hehehehe...
Todas as semelhanças com Crepúsculo não são meras coincidências. A autora não faz questão nenhuma de negar os fatos. È de conhecimento de todos que o livro originou-se da fanfiction “Master of Universe”, onde E. L. James dá o seu ton (perdoe o trocadilho) à história de Edward e Bella. A gente, que já é grandinha, ficou chupando o dedo quando naquela noite, na Ilha de Esme, não havia nada além de um coqueiro, uma calça jeans, uma toalha, uma água morna... E uma cama quebrada no dia seguinte.
Então, nada de pixar a obra por se parecer com Crepúsculo, hein!
Ponto para autora! #todascomemora
(Tá bom … depois de ser entregue pela Fê , vou ter que me render e dizer que, é tudo culpa do Grey e da Ana … kkkkk)
 
A tradução é de um português “claríssimo”, o que faz a gente imaginar o tempo todo que tudo aquilo poderia ser uma experiência fantástica contada por uma amiga... Amiga essa que a gente ia morrer de inveja até a quinta geração, né?! Abafa...
 
(Vamos tentar  ver as coisas de  uma forma que fique oscilando do morno para o quente do quente para o fervendo !! Pois é assim que ficamos lendo 50 tons Smiley piscando)
A história começa com a desajeita , estudante Anastasia Steele fazendo um favor para sua amiga Kate. Favor este de entrevistar o mega empresário Christian Grey para a ultima edição do jornal da faculdade já que elas estão prestes a se formar.
Anastásia Steele jovem estudante e ... Deixa pra lá, porque faz tempo que alguma coisa não me surpreende em um livro e essa sim foi uma grande surpresa. Até porque todo mundo sabe a temática abordada no livro né!?
( Já viu quem chega no fervendo né ?!?)
Quando Ana literalmente entra aos tropeços na sala do Sr. Grey ele sente uma atração instantânea . E sua análise diante daquela menina, aparentemente frágil .Gray viu em Ana um grande potencial para suas tendências sexuais.
Seguimos a diante... Por um acaso do destino, Ana vai parar no escritório do grande empresário Christian Grey para uma entrevista e a química entre os dois rola de primeira. Ana experimenta, literalmente nas entranhas, sensações desconhecidas quando se vê dividindo o mesmo metro quadrado que o semi-Deus de terno. Não dá pra ser diferente; se você imaginar Matt Bomer ou Ian Somerhelder no papel de Christian Gray... (Meu Grey sempre será o Robert Pattinson! Doa a quem doer!)
Opa! Vai virar filme? Sim, agüenta aí que a gente já te conta!
Então Ana se apaixona por Christian...
 
Meninas durante a entrevista, desculpa o trocadilho mas ... Eu já estava de quatro, ops ! Pelo Sr. Grey. e não era só eu não, Ana se perdia e não acreditava que ele podia ser real de tão lindo, inteligente, sexy,muito desejável e muito... muito antipático. Kkk Sim era a única coisa que ela pensavaGrey 2 para se equilibrar! kkkk
(Ahhh só para ficar registrado !! Meu Grey em muitos momentos foi o IAN, mas depois do Matt Bommer !! PQP   Ah !! nem ai por ele ser gay! Smiley mostrando a língua )
 
 
 
Aproveitando-se da ingenuidade e dos conturbados sentimentos de Ana, Grey a cerca e a envolve, fazendo-a primeiramente, duvidar de suas atitudes e depois apaixonar-se completamente por ele. Seu olhar penetrante, seu andar sedutor, a forma como seu corpo a chama são um convite para a perturbada Ana, que logo se vê também como uma peça em seus jogos sexuais.
 
Depois desse magnífico momento, Ana não conseguiu deixar de pensar nos maravilhosos olhos cinzentos e fez um esforço inútil de esquecer, pois o Sr. Grey , fez questão de providenciar coincidências rsrsr e para nossa total felicidade é em um desses seus pretextos que enfim Ana se rende ao seu encanto...
 
Hum... Christian é lindo, milionário, inteligente e extremamente persuasivo... Não seria muito difícil se deixar envolver por ele não... Aí você vai dizer: mas e o lado franco e cruel dele? E seus 50 tons de humor? É bem verdade que, aos olhos de uma leitora ávida ao chegar no final do livro tarada mesmo, Senhor Grey pode parecer impiedoso e bastante assustador, mas o fato é que ele não conhece outra verdade sem ser a que ele muito honestamente apresenta.
 
Grey , tenta mas não consegue ficar longe de Ana, ele chega a dizer, que ele não é para ela. E é claro que Ana com sua baixa auto estima fica arrasada.Mas ele mesmo não acredita nisso, pois está cada vez mais apaixonado por Ana.
Enfim tentativas inúteis e eis que o grande encontro chega, e embora ele tenha criado toda uma atmosfera misteriosa.O encanto e a surpresa é totalmente dele ao ter uma maravilhosa revelação de Ana.
E se você parar pra pensar, Ana não é tão frágil e boba quanto parece. Determinada a “dar” o que é seu a quem merecesse, julgou que Christian seria seu escolhido perfeito e faturou o grande premio no quesito “é isso aí garota!”
Uhuuuuuullll uma salva de palma pra ela!
Ah tá. Mas se fosse só isso...
É, não é só isso. Quando se trata de Christian Grey, falamos de um cara decidido que gosta de controle a qualquer preço. E com uma personalidade tão forte, não seria difícil imaginar que na cama, ele gostasse da “coisa mais séria”. Dominação e submissão não são apenas “brincadeiras” sexuais, são atividades levadas muito a sério por seu praticantes. Existem códigos, regras e condutas a serem seguidas quando se pratica sexo dessa forma. TEM que existir prazer gente, se não rola! Tudo que aconteceu dentro e fora do Playroom de Christian Grey foi consensual. Pode até não parecer a primeira vista, mas se você refletir, vai lembrar do alter-ego de Ana, sua deusa interior dançando salsa, rumba, e se deixasse até kuduro, quando ele sugeria novos jogos. Ela queria; ela sempre quis jogar, mesmo quando não conhecia o jogo. O importante é lembrar que tudo do que foi sugerido por ele, foi aceito de bom grado por ela.
 
Pois é precisamos dar créditos para a deusa interior, pois convenhamos ela é a terceira pessoa nesse relacionamento, é todos os sins que a Ana diz nãooo é todos os podeeee que a Ana diz talvezzz. Enfim é tudo que ela é e não tem coragem de ser. E nos faz dar pulinhos de alegria quando em alguns momentos a deusa vence o cabo de guerra. \0/
A gente sabe que ela estava loucamente apaixonada por ele e que o que mais martelava na cabeça dela eram os valores morais que ela tinha, que todos nós temos, que fazem parte do nosso inconsciente coletivo.
Mas vamos combinar gente! A maneira como ele diz o que quer... Ele não fala com a Ana, ele fala diretamente com o desejo dela. É humanamente impossível negar; deixemos o moralismo de lado! Sim! Porque chega uma hora que você se entrega totalmente aos desejos de Christian e viaja junto com ele.
Então Christian se apaixona por Ana...
E eu digo: no amor e na guerra vale tudo!
A partir deste momento a armadura do nosso príncipe encantado dominador começa a ser danificada pois ele se vê pela primeira vez quebrando as suas infindáveis regras. E por quê? Ele se pergunta. Mas isso não importa, Grey está disposto a fazer qualquer coisa para poder ter Ana de todas as formas com ele.
Tem como dizer que isso não é lindo e não é Romance? O.o
E mil vezes simmmm!!
Ana e sua deusa interior não só queriam, mas desejavam por aquele momento. Só que diferente do Sr. Gray, ela está descobrindo os seus limites.
Ao terminar 50 tons fiquei com um mega gostinho de quero mais. Depois de experimentar tanta intensidade em uma história deliciosamente angustiante, deu pra imaginar um pouquinho, só um pouquinho do que a Ana sentiu... rs...
O livro tem pontos interessantes, que abordam vários tabus em torno de sexo e de seus desdobramentos. Também trata de questões sociais e humanistas de forma bem sutil. Fiquem espertos, vocês vão se surpreender!
E podem falar o que quiser, que é barato, que é romance de banca, que é Crepúsculo pra adultos, pornô para mamães... A gente nem liga!
Porque Gray é amor... com força.
; )
Fiquei muitíssimo feliz por quebrar as barreiras e assim ter lido 50 tons de cinza, ele me trouxe a certeza de que nós somos do jeito que somos por um X da questão e não dá para avaliar o quanto esse X vai nos levar ao fim ou aos meios ou até mesmo a redenção. O que importa mesmo que o amor existe em sua mais infindáveis formas e o prazer é algo que não dever ser super estimado quando se trata de dor, pois para muitos pode ser prazer. O mesmo momento para várias pessoas, certamente vão ter significados diferentes. Um livro pode ser lido por milhões de pessoas mas certamente vai dizer e significar mais ou menos dependendo de cada leitor.
Por isso, joguem o preconceito e o pudor na lata de lixo e leiam. Depois tirem suas próprias conclusões!!
 

Bjks
Fê Figueiredo e Fê Madeira
; )




































































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