COLUNA RAFFA FUSTAGNO - RESENHA DE MORDIDA DE MEG CABOT

30 julho 2012




Título em português : Mordida
Título original : Overbite me
Continuação de Insaciável
Editora : Galera Record
Autora : Meg Cabot
Número de páginas : 303







Tenho que começar dizendo que essa capa aveludada é maravilhosa! Pena que no dia a dia ela fique com nossas digitais e vá ficando um pouco brilhosa a parte fosca...mas vamos ao que interessa.
O primeiro livro "Insaciável"eu gostei, mas não amei como esse. Talvez porque ele não tenha tido a agilidade desse segundo volume.
Eu até na época o apelidei de "Interminável"por dois fatores simples: por ter continuação não tinha final logicamente mas isso sempre me irrita ( ok,sou ansiosa demais!) e depois porque achei que a história dava várias voltas desnecessárias que poderiam serem mais curtas.
O que não gostei no primeiro não ocorre no segundo, "Mordida" é ágil do início ao fim. Nele, Meena já começa se encontrando com um ex namorado que a abandonou mas que - evitando o spoiler - vai voltar a querendo de uma outra forma. Tudo que ocorre daí para frente é emocionante, o ressurgimento de Lucien, e obviamente todo o amor que ainda sente por Meena, ela tendo que lutar contra o sentimento por ser funcionária da Guarda palatina mas também se perguntando se quer mesmo Lucien ou se prefere um chato mas ainda assim charmoso Alaric. No primeiro livro torci para Alaric, nesse, o achei um pouco frio demais beirando o insuportável que cheguei a torcer por Lucien.
Meg tem tiradas incríveis durante o livro, como a festa com o famoso jogador que matou a esposa e foi absolvido ( quem lembrou de OJ Simpson??) mas peca pelo lado brasileiro. Sou um pouco patriota demais e não curto quando confundem as coisas ou criam esterótipos para o nosso país. Os vampiros que vivem no Rio de Janeiro da história dela vivem nas favelas e são mais violentos do que os europeus, o padre Henrique é um padre que luta contra os mesmos e é conhecido como padre caliente ( aqui lembro que se todo mundo já acha que falamos espanhol ela só reforça!) e para fechar a Amazônia é citada como berço deles.
Meg mistura muito e pode passar despercebido e não comprometer a história mas mesmo assim por mim foi notado.
Ponto para Mary Lou e a freira Gertrudes, duas personagens que tem falas muito boas e nos prendem a história.
Meena por um lado sabe ao que veio e não teme nada mas parece indecisa demais no quesito amor e isso já vimos em todas as séries, rezei para que nossa mocinha se decidisse.
O irmão eternamente desempregado também arranca algumas risadas do leitor quando quer conquistar a garçonete do mesmo local que trabalha.
O suspense e a ação rendem um bom livro e a escrita de Meg é o creme de la creme. Vale Muito a pena!
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