COLUNA RAFFA FUSTAGNO -RESENHA DE " MORTE E VIDA DE CHARLIE ST.CLOUD"

31 maio 2012

Título em português : Morte e vida de Charlie St. Cloud 
Título original : The death and life of Charlie St.Cloud
Autor: Ben Sherwood
Editora : Novo Conceito
ISBN : 978-8563219-18-3
Número de Páginas : 290



Desde que comecei a ler esse livro que achei tudo de Nicholas Sparks nele, primeiro que sempre achei que esse livro era dele. Até descobrir que mais triste que um Sparks só um Sherwood.
Eu tentei não me deixar levar pelo lado fúnebre da história mas acho que durante os 3 dias que demorei para ler eu não estava muito animada.
Vamos a história, Charlie St Cloud é como todo adolescente de sua idade, gosta de aventuras, ama seu irmão mais novo e não acha nada demais pegar um carro da vizinha para dar uma volta mesmo não tendo carteira. Sua mãe, que foi abandonada tanto pelo pai dele quanto pelo pai de Sam - seu irmão mais novo - trabalha o dia todo.
O final - ou meio- dessa aventura está na sinopse do livro...com Charlie ao volante, o carro bate e ele sobrevive mas seu irmão de 12 anos morre. Triste, não? Bem, nada é tão triste que não possa ser mais entristecido. Charlie se torna um adulto atormentado pelo passado, alguém que obviamente cresce se sentindo culpado pela morte do irmão e opta por ter dois empregos : ser paramédico para ajudar outras pessoas e ser uma espécie de administrador do cemitério, não por coincidência o mesmo que seu irmão foi enterrado. Mas há algo mais em Charlie, desde o acidente em que ficou entre a vida e a morte ele vê gente morta, alguns ficam no cemitério vagando e conversam com eles, outros como ele explica não ficam, fazem logo a passagem e somem. É nesse ambiente que ele vive feliz porque reencontra diariamente seu irmão falecido Sam para jogar beisebol.
Tudo vai muito bem na vida dele até começar a falar com Tess, ela que perdeu o pai há dois anos e acaba virando assídua do local obviamente vai viver uma história de amor com Charlie. Ou não...peraí...acontece algo antes do final feliz e deixo para todos lerem o livro e descobrirem o que ocorre de verdade...eu pensava uma coisa...triste  e depois no final vem outra...mesmo assim achei o livro pesado, viver a vida em função dos mortos é triste demais.
Mas Charlie, do início ao fim , se considera feliz, na alegria e na tristeza. 
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