COLUNA RAFFA FUSTAGNO -RESENHA DE OKSA POLLOCK E O MUNDO INVISÍVEL

17 abril 2012

Título original: Oksa Pollock - L´inésperée
Título no Brasil: Oksa Pollock e o mundo invisível
Autoras: Anne Plichota e Cendrine Wolf
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 425




Devo começar essa resenha informando que não gosto de livros do gênero, sim já li vários e pouco ou quase nada me encantaram. Apesar de ser rotulado como infanto-juvenil Oksa é, a meu ver, para todas as idades.
Mesmo que a fórmula menina pré adolescente ( ou menino) descobre que tem super poderes já tenha sido apresentada tanto em livros quanto em filmes, as autoras ( sim, são duas!) conseguem prender o leitor de um jeito que terminamos o livro querendo estar com a continuação " Floresta dos desgarrados" ao lado.
Mas, afinal, o que tem de envolvente? Oksa Pollock mora na França e é de família russa ( daí esse nome...), filha única de uma casal que já está acostumado a se mudar muito, ela nem imagina que segredos escondem seus familiares. Nem mesmo Gus, seu amigo fiel, consegue acreditar na grande reviravolta na vida da menina quando chegam a Inglaterra.
Já no início do livro ( e também pela capa) sabemos que nossa protagonista é alguém especial, digamos que predestinada a ter alguns poderes que não são comuns aos outros mortais.
Também sabemos que seu pai não quer que o destino de Oksa seja seguido, e é por isso que qualquer medo de que isso possa acontecer faz com que seus pais e sua avó se mudem.
A avó de Oksa, que ela chama de Baba, mas que se chama Dragomira, é uma pessoa um tanto esquisita...conversa com foldingodos - não, não digitei errado, o nome é esse mesmo, são duendes que vivem no quarto da avó- sabe mais do que todo mundo e ama a neta acima de tudo.
Seus ´pais não me encataram tanto talvez ofuscados pelo brilho da avó que é uma graça - ou graciosa como seus foldingodos costumam chamá-la.
Para Oksa esse mundo novo é assustador, afinal, do nada a menina que está prestes a completar 12 anos e levava uma vida normal começa a perceber que tem poderes como levitar a si e a objetos e produzir bolsa de fogo. Se na cabeça de um adulto já seria complicado aceitar ser assim da noite para o dia, imagine na dela, que obviamente como toda pré adolescente se rebela contra os pais por terem lhe escondido a verdade.
A vida dela então começa a ficar complicada até na escola, onde um professor muito estranho com pinta de espião inferniza não só a vida dela como a de outros alunos.
A típica dúvida de gostar do melhor amigo como o é ou como namorado também começa a ser demonstrada por Gus. Este também um personagem fofo que não só acompanha Oksa no que tem que enfrentar após cada minuto mais descobrir mais coisas de sua família e a seu respeito como também tem uma linda história de adoção, Gus ainda é descrito como um lindo menino, mistura de uma pai australiano e uma mãe oriental.
Somando tudo que ela descobre em tão pouco tempo a uma mancha no corpo em formato de estrela que segundo sua avó é a prova de que ela é a única salvação de que o povo de Edelfia - o tal mundo invisível do título - possa finalmente reencontrar esse lugar( de onde claro vem a família Pollock) e voltar para lá.
O carisma da personagem me encantou, gostei muito da forma como as autoras escrevem também, é um livro relativamente grande ( tem mais de 400 páginas) mas não é cansativo. 
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