COLUNA DA RAFFA FUSTAGNO - RESENHA O CASO LAURA

06 maio 2011


Para começar com o pé direito fazendo parte do Livros Minha terapia escolhi falar de André Vianco e mais precisamente de seu último livro " O Caso Laura".
André Vianco é especial para mim por vários motivos, primeiro porque eu mesma fui preconceituosa e disse que jamais leria histórias de vampiros escritas por um brasileiro. Mas isso foi até 2007 quando eu tive o prazer de conhecê-lo na Bienal do Livro RJ daquele ano e ler “Os sete”.  Mal saberia que depois de provar Vianco acho que não tem mais como voltar atrás... é viciante.
Mas vamos ao " O Caso Laura" que achei bem diferente de todos os livros que li dele anteriormente, aliás, devo lembrar que desde 2008 que ele não lançava um livro e por esse motivo também para quem é fã como eu esse livro veio com uma expectativa imensa, até porque é a primeira publicação dele na casa nova : Editora Rocco.
A narrativa conta a história de Laura, uma mulher de 32 anos linda mas com aparência de sofrida que é envolvida por um mistério imenso durante as 270 páginas do livro. A vida de Laura é uma incógnita e durante  a história me vi perguntando várias vezes se devia sentir pena dela ou se no fundo viria um motivo para odiá-la e assim ela ser merecedora de tudo que ela passa. Vianco nos envolve - e devo lembrar que isso ele faz maravilhosamente bem em todos seus livros - na história de Laura e de Marcel o investigador cheio de charme que lá pela página cento e pouco eu já nem queria mais saber de mistério algum  e já  torcia para um final feliz  com eles. Sim, porque Marcel é  o fofo da história.
No meio da história de Laura ainda temos Gabriela e Alan , ela tentando consertar tudo de politicamente incorreto que  ele faz o livro todo. Confesso que os dois me deram sono e eu torcia para chegar logo na história de Laura e Marcel novamente.
O final nâo era nem de longe o que imaginei, semana passada na tarde de autógrafos de Vianco no Museu da Republica ele me perguntou : " Levei bem o mistério até o final? " Nervosa por estar na frente dele sorri e disse que sim...mas agora me toquei que deveria ter falado: da onde você tirou esse final? hahaha
Mas sendo Vianco tudo é justificável e deixo para vocês julgarem se o final faz sentido ou se o Stephen King brasileiro errou na mão. Eu fico com a primeira opção.
Sinpose na Editora Rocco   
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