Resenha: Making Faces, Amy Harmon

21 junho 2017


Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose... até tudo na vida dele mudar.

Making Faces é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.

Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós. (VERUS, 2015)


Amo quando as amigas ficam atentando o juízo do ser humano para um ler um livro. Principalmente quando o mencionado livro é essa perfeição chamada Making Faces.

Mesmo já tendo sido publicado no Brasil pela Verus Editora, eu ainda não tinha encontrado uma oportunidade para ler Beleza Perdida e, quando finalmente decidi que já era hora de conhecer a história de Fern e Ambrose, acabei optando em comprar a edição especial de aniversário, publicada em 2015. E não me arrependi nenhuma gota por isso. A capa é uma das mais lindas e bem trabalhadas que já vi. Ela tem uma textura super gostosa, dá vontade de ficar alisando o tempo todo. Além disso, nas últimas páginas dessa tiragem há conteúdo extra composto por entrevistas concedidas por Ambrose em 2002 e 2007 durantes os torneios de luta. Fora a trama que é igualmente bem trabalhada e regada de muita, mas muita emoção.


Antes de começar a leitura vi que muitos se referiam ao livro como um conto moderno de A Bela e a Fera, mas só fui entender a intensidade dessa conexão quando a autora começa a narrar o retorno de Ambrose.

Com o enrendo contado em terceira pessoa, a história de Making Faces tem lugar em uma pequena cidade da Pensilvânia chamada Hannah Lake, onde o destino de dois jovens se cruza em momentos distintos, porém, fundamentais de suas vidas. Harmon nos apresenta Ambrose de forma a deixar mais do que claro que ele é o exemplo ideal de beleza. Que além de bonito, é inteligente e dotado de várias aptidões. O rapaz frequenta o colégio e ao lado de seus amigos - Paulie, Jesse, Grant e Beans - é reconhecido por seus feitos nos tatames. Quanto a Fern, é o contrário. Ao trabalhar sua escrita, a autora nos introduz uma jovem com baixa auto-estima, julgada por sua aparência enquanto seu enorme coração permanece intacto, inexplorado. Fern Taylor não é a peça que a sociedade ditada por regras e padrões gostaria de ter em seu quebra-cabeça e, por esse motivo, a menina passa seus dias na companhia de seu melhor amigo e primo, Bailey (guarde esse nome), escrevendo seus romances e perguntando porquê Deus a fez assim.

Desde sempre, Fern é apaixonada por Ambrose, mas o seu amor não é correspondido. Pelo menos é isso que o rapaz deixa a entender até os quarenta e cinco do segundo tempo. Pois é, com sua partida praticamente encerrada em Hannah Lake, Ambrose decide que seria bacana beijar Fern quando está prestes a deixar a cidade rumo ao Iraque. Mas é claro que não tem nada de bacana nisso. O fato é que ele vê, sim, alguém especial nela. Pena que o relógio não para.

Making Faces é uma história datada naquele período fatídico dos anos 2000, que nos apresenta os personagens de uma forma e, com a passagem de tempo, nos mostra o que pode acontecer quando a vida resolve dar uma guinada e deixar tudo do avesso. Quem era bonito já não é mais, quem era feio agora é bonito e quem ontem estava vivo, hoje é uma lembrança, a princípio dolorosa, mas que quando vista sob um novo olhar, torna-se muito mais do que gratificante. 

Resenha: Tudo e Todas as Coisas, Nicola Yoon

18 junho 2017

Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.  “A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são ­minha mãe e minha enfermeira, Carla. 

Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ­da ­casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. 

Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E­ é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”


Bem, para ser honesta, só comecei a ler Tudo e Todas as Coisas por causa do trailer do filme, e confesso que não estava muito empolgada com ele. Mas, como sempre gosto de ler o livro antes de ver o filme, lá fui eu!

Maddy está prestes a fazer 18 anos, idade que muitos querem atingir logo para poderem sair de casa e viver a vida, mas, temos um problema: Maddy é doente. Desde a infância, ela foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, uma doença que faz com que o corpo dela não consiga combater as menores bactérias e infecções, algo que a obriga a viver basicamente em uma bolha dentro da sua casa. Sua mãe é uma médica dedicada a cuidar da vida da filha, juntamente com Carla, enfermeira e uma das melhores pessoas do livro inteiro. Um belo dia, Maddy está olhando pela janela da sua casa  já que todo o contato que a menina tem com o mundo lá fora é através da janela  e vê um caminhão de mudança se aproximar. Dentro dele está Olly, um menino alto, musculoso, vestido de preto dos pés a cabeça.


Maddy ama ler, navegar na internet, tem aulas online e é uma jovem bem básica. Só veste roupas simples e sem cor, afinal, se ela nunca sai de casa qual o objetivo de se vestir diferente? 

Foi aí que entendi a trama do livro! Ela se apaixonaria pelo misterioso Olly e decidiria arriscar-se mundo afora, certo? Bem, não é exatamente assim que acontece. Ela se apaixona, sim, por ele, mas o mais lindo de tudo é que ele também se apaixona por ela! É recíproco, gente. E tudo começa quando eles começam a se corresponder por e-mail e ficam amigos. Esse contato virtual entre os dois faz com que cresça uma certa curiosidade e ambos acabam intrigados um com o outro. Enquanto isso, descobrimos que Olly tem muitos problemas em sua vida familiar. Seu pai é abusivo, não só com ele, mas com sua mãe e irmã também, e ele precisa conviver com esses maus-tratos constantes. 

Depois de descobrir tudo isso você deve estar pensando: como eles se apaixonam se não podem se ver, muito menos se tocar? Lembra que eu disse que a Carla era a melhor pessoa deste livro? Pois é... digamos que ela dá um jeitinho para que eles se vejam pela primeira vez, cara a cara, ao vivo e a cores. A partir de então, por mais que a jovem tente se convencer de que não há a possibilidade deles terem um futuro juntos, a atração que eles sentem um pelo outro é muito forte, inegável.

Se você está pensando que esse livro é mais uma história de amor entre duas pessoas que não podem ficar juntas, você de certo modo está certo, mas o que mais amei neste livro foi ver a nossa linda Maddy se descobrindo como pessoa, porque se a gente for analisar a situação, ela nunca realmente pensou no que ela queria pra vida dela, simplesmente aceitou o seu inevitável destino. 

Tudo e Todas as Coisas foi um dos livros mais diferentes que já li, porque acho que foi uma das poucas vezes que não torci exatamente para o casal e sim, para que a personagem pudesse VIVER! A trama nos ensina que nada está cem porcento garantido. Às vezes temos que arriscar, porque o que está do outro lado da porta pode valer a pena.




Resenha: Playing in the Rain, Jane Harvey-Berrick

28 maio 2017

Ava Lawton não consegue acreditar em sua falta de sorte. Era para ser um momento empolgante de sua vida: recém formada na universidade, morando em um novo estado, com um novo emprego e finalmente longe de sua família.

Mas quando ela é obrigada a pedir demissão, tudo desmorona rapidamente. De repente, ela está sozinha em meio a uma multidão, sem ter a quem recorrer.

Agora é hora de viver a vida da sua própria maneira.

Em seu momento mais difícil, um estranho lhe entrega uma mensagem que lhe traz esperança.

Agora é hora de escolher ser feliz.

E talvez seja hora de deixar que um lindo estranho faça parte de sua vida.

Minha gente, que livro é esse? 

Quem diria que um livrinho de 100 páginas seria capaz de destruir o coração do sujeito? 

Conheci os livros de Berrick através da indicação de amigas e me apaixonei por Dangerous to Know and Love (não postei resenha dele aqui porque fui incapaz. Amei tanto que fiquei sem palavras), então prometi que não deixaria de ler Playing in the Rain

Lançado em 2014, ele é o que chamaríamos de conto, ou seja, é uma narrativa bem curtinha que, para ser sincera, não dá para esperar muita coisa, certo? Errado. Nesse livro, conhecemos a história de Ava, uma jovem recém chegada na Califórnia que é obrigada a largar o emprego por ter sido assediada pelo seu chefe. E entre perder o emprego e sentir-se totalmente sozinha num lugar onde tudo é muito novo para ela, uma mensagem completamente inesperada muda o andar da carruagem e, consequentemente, somos apresentadas ao atraente Cody, um rapaz super de bem com a vida, que está sempre com um sorriso estampado no rosto e nada parece perturbá-lo. O problema é que apesar de todo o seu bom humor, tem alguma coisa nesse moço que não se encaixa, que não cola. Ele tem sempre respostas profundas para certas questões, principalmente aquelas que evolvem a vida e se mostra evasivo em vários momentos. Foi aí que eu pensei: Ai sem or, lá vem treta!

E a treta veio. Tiro atrás de tiro. E eu fiquei igual a Kim chorando nos episódios de Keeping Up With the Kardashians


Mas, vida que segue. Continuei a leitura mesmo sabendo que estaria um lixinho no final e amei a trama. É uma história bem rápida de ser lida, que faz você amar os personagens e estar sempre esperando pelo próximo item da lista, já que o foco do enredo é voltado em grande parte para uma espécie de bucket list, onde Ava e Cody listam dez coisas que eles gostariam de fazer, as quais ambos realizam juntos. 

Indico altamente a leitura de Playing in the Rain. Mesmo não sendo fã de contos, eu adorei esse porque mesmo sabendo o que aconteceria, ele conseguiu me surpreender com o modo como aconteceu.

Jane Harvey-Berrick possui dois livros publicados no Brasil pela editora Novo Século, A Educação de Caroline e A Educação de Sebastian que, segundo algumas amigas que já leram, não têm nada a ver com Playing in the Rain ou Dangerous to Know and Love. Então, caso você tenha lido Caroline e Sebastian e não tenha gostado, não use-os para julgar os outros. 
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